esportes do mar


lustração Kriz C. Sanz

Informe do CPA - Centro de Pesquisas da AVELISC - O braço científico da AVELISC

Iniciou-se na última reunião (reunião, claro, solene como sempre) a pesquisa de cunho científico que deverá ter a sua conclusão defendida no final do campeonato, pelo cientista que conseguir comprovar sua tese a respeito do tema escolhido.

O tema surgiu em função de fato ocorrido a bordo do Kiwi, velejando à noite e que recebeu a visita de uma tainhota, que entrou pelo bordo do barco, beijou os pés da timoneira e escapou pela popa aberta do Bruma.

Infelizmente a frigideira com óleo quente não estava à mão, como deve ser. Culpa do proeiro, desatento demais. Todo bom proeiro deve saber que, velejando na Lagoa é preciso ter sempre uma frigideira com óleo fervendo bem à mão. Nunca se sabe quando uma tainhota vai querer se fritar...

Mas voltemos ao que interessa:
O tema da pesquisa é: "o que você sempre quiz saber a respeito de tainhotas mas tinha vergonha de perguntar"
- "Por quê a tainhota pula fora da água?"

Envie sua opinião científica, que será publicada.

O primeiro cientista entrevistado foi o publicadíssimo Paulinho Linhares, para quem não há garrotilho científico que ele não debulhe. - " A "tonhota" (parece ser esse o nome científico da criatura puladora...) pula pá ichpiá, ô guria!" E a defesa da tese: " Porque lá embaixo ela não enxerga nada, sua tansa..."

O cientista Luiz Shaeffer do veleiro Shaemoon, concorda com o cientista Linhares e ajuda com um argumento de cunho tecnológico-avançado-fixo, ao fazer a analogia com a função do astronauta brasileiro, que foi pro espaço: - "Tu não 'vês' que astronauta também, foi lá só pa ishpiá? Igual a tainhota... ". Então já se sabe a semelhança entre um astronauta brasileiro e a tainhota.

Bom... só espero que o astronauta não caia dentro do Kiwi. Não gosto de astronauta beijando meus pés.

Já o o cientista do Retiro da Lagoa, velho pescador de poucos dentes mas de muita sabedoria, consultado durante a festa da Regata Manecom discorda veementemente dessa corrente científica e ainda ataca o pensamento linharense: - "Quê qui há, ô... tásh tolo? Ela pula é pa se amostrá!"

Outra vertente do pensamento tainho-científico afirma que não é por nada disso, não. As correntes neuro-linguísticas de auto-ajuda afirmam: "Ela pula pra ver o céu e as estrelas, e ficar feliz" , como disse outro cientista anônimo no balcão do bar do Boni durante o 1º CPCCT - Congresso para o Progresso do Conhecimento do Comportamento da Tainhota, que ocorreu paralelamente à festa da regata.

Outro cientista, da corrente minimalista, ainda afirmou: - " Não compliquem, não pula pra nada, não. É só brincadeira dela".

Eu já acho que ela pula pra beijar os pés dos timoneiros e agradecer nossa presença na lagoa....

♪ackie Goulart