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Depois de 3 dias e duas noites navegando da Ilha
de Porvenir em San Blass no Panamá, chegamos a maravilhosa Cartagena.
Partimos da Panamarina em Ponta Cacique no Panamá, onde o barco estava
fundeado, para San Blass, na terça-feira, dia 8, pela manha cedinho,e logo na
saída já identificamos problemas sérios de navegação e manobrabilidade do
barco, o vento era nordeste fraco, deveríamos orçar para chegar ao objetivo,
todavia o barco não orça bem devido estar muito carregado, as velas embora
boas, ainda não conseguimos ajustá-las o shape ideal, a porta do leme é
pequena e não responde com presteza as intenções de manobra, o cabo da roda de
leme tranca, quando se tenta dar uma guinada, na caixa de transmissão esta
entrando água salgada e expulsando o óleo, se maturássemos poderíamos
danificá-la irreversivelmente, o carregador de baterias não esta funcionando
adequadamente, muitas vezes, quando se desejou ligar o motor para alguma
manobra emergencial não foi possível, o piloto automático não funcionou,
tornando necessário alguém permanentemente no timão, etc.
Já no primeiro dia de velejada pegamos, ao final da tarde, uma borrasca
violenta e foi aquele caos. O mau tempo durou aproximadamente 1 hora e,
então, veio a calmaria que nos deixou boiando a noite toda na deriva da
correnteza. Decidimos que, com tantos problemas, deveríamos voltar para Colon,
onde teríamos recurso para consertar tudo que estava estragado, todavia na
manha do dia seguinte o vento rondou de direção e Colon ficou no contravento.
Decidimos então ir a San Blass, onde chegamos ao final da tarde.
O paraíso existe, e San Blass é certamente subsidiaria dele, na chegada, os
índios kunas, em suas canoas, vêm oferecer produtos para comprarmos, frutas,
peixes, artesanatos. A ilha de Porvenir, uma antiga base militar americana,
possui pista de pouso de pequenos aviões e o movimento é surpreendente. No
primeiro dia de nossa chegada um pequeno encouraçado da marinha panamenha
aportou na ilha. Mergulhamos e ate tentei caçar todavia os peixes foram mais
espertos. A visibilidade na água é comparável a Noronha e parecia que
estávamos num aquário de tanto peixe e corais de todos os tipos. Almoçamos e
tomamos banho de água doce na ilha. Comi Mero pela primeira vez na vida, que
delicia.
Na manha do dia 11, o vento ainda soprava contra a rota para Colon, então, em
conversando com um nativo velejador, pelos elementos de juízo que forneceu,
decidimos partir para Cartagena.
Navegamos 3 dias, e duas noites. Ficamos boiando a deriva as duas noite, a
ultima ha 20 milhas enxergando as luzes de Cartagena. Na madrugada uma leve
brisa colocou-nos em movimento e assim perdurou ate quase chegarmos na cidade.
Erramos a entrada da cidade, pois o mapa do programa CapNav não era muito
claro e nos induziu a uma interpretação da possibilidade de uma passagem que
não existia. Batemos no fundo. Tivemos que fazer uma volta imensa, ate a
entrada do porto que era muito longe e depois, em águas abrigadas, fazer um contravento até o clube náutico, no centro da cidade. A ancoragem é
perfeita- próxima ao centro urbano. A infra-estrutura completa. Tudo que falta
em Florianópolis.
Este primeiro dia foi de contemplação e espera, somente amanha haverá uma vaga
no trapiche para começarmos a solucionar os problemas. Já fizemos os tramites
na imigração e contatamos eletricista e mecânico. Fomos ao centro histórico da
cidade é simplesmente maravilhosa, preservadíssima. A parte nova da cidade,
ainda não fomos ate lá, mas é linda visualmente. Moderníssima. Aqui não se
destrói o que já esta pronta para modernizar e sim constrói-se ao lado noutro
lugar. Informaram que a cidade histórica a noite é muito iluminada. Acho que
iremos lá.
A intenção é veleja daqui, se tiver bom motor, direto ah Curaçao, são
450milha náuticas e depois a Trinidad Tobago, 480mn. Todavia, sabemos,
a correnteza e os ventos são contra. A ida até San Martin esta descartada. |