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Ernesto Seibert

 

Com 3 tripulantes em um  50 pés, a viajem começa na boca do canal do Panamá, em Porto Cacique em maio de 2007.

Clique aqui para ver as fotos

 
4 de maio de 2007
Embarque no aeroporto Hercílio Luz/ Florianópolis às 9:00hs da manhã e chegada ao Panamá, no mesmo dia às 18:00hs lá, ou 20:30 no nosso horário.
5 de maio
O trajeto até Porto Cacique  levou 4hs.  A estrada estava interditada. A população havia fechado a estrada com uma passeata em protesto por um atropelamento. Isso certamente ajudou a não se sentirem tão longe de casa.
8 de maio
3ª feira – Amarras soltas. Partida de manhã cedo.
14 de maio
Ernesto liga finalmente avisando a posição.
Enquanto isso aqui, eu espero que usem um pouquinho do tempo pra tirarem umas fotos.
15/maio/07 - Cartagena/Colombia

Depois de 3 dias e duas noites navegando da Ilha de Porvenir em San Blass no Panamá, chegamos a maravilhosa Cartagena.
Partimos da Panamarina em Ponta Cacique no Panamá, onde o barco estava fundeado, para San Blass, na terça-feira, dia 8, pela manha cedinho,e logo na saída já identificamos problemas sérios de navegação e manobrabilidade do barco, o vento era nordeste fraco, deveríamos orçar para chegar ao objetivo, todavia o barco não orça bem devido estar muito carregado, as velas embora boas, ainda não conseguimos ajustá-las o shape ideal, a porta do leme é pequena e não responde com presteza as intenções de manobra, o cabo da roda de leme tranca, quando se tenta dar uma guinada, na caixa de transmissão esta entrando água salgada e expulsando o óleo, se maturássemos poderíamos danificá-la irreversivelmente, o carregador de baterias não esta funcionando adequadamente, muitas vezes, quando se desejou ligar o motor para alguma manobra emergencial não foi possível, o piloto automático não funcionou, tornando necessário alguém permanentemente no timão, etc.
Já no primeiro dia de velejada pegamos, ao final da tarde, uma borrasca violenta e foi aquele caos.  O mau tempo durou aproximadamente 1 hora e, então, veio a calmaria que nos deixou boiando a noite toda na deriva da correnteza. Decidimos que, com tantos problemas, deveríamos voltar para Colon, onde teríamos recurso para consertar tudo que estava estragado, todavia na manha do dia seguinte o vento rondou de direção e Colon ficou no contravento. Decidimos então ir a San Blass, onde chegamos ao final da tarde.
O paraíso existe, e San Blass é certamente subsidiaria dele, na chegada, os índios kunas, em suas canoas, vêm oferecer produtos para comprarmos, frutas, peixes, artesanatos. A ilha de Porvenir, uma antiga base militar americana, possui pista de pouso de pequenos aviões e o movimento é surpreendente. No primeiro dia de nossa chegada um pequeno encouraçado da marinha panamenha aportou na ilha.  Mergulhamos e ate tentei caçar todavia os peixes foram mais espertos. A visibilidade na água é comparável a Noronha e parecia que estávamos num aquário de tanto peixe e corais de todos os tipos. Almoçamos e tomamos banho de água doce na ilha.  Comi Mero pela primeira vez na vida, que delicia.
Na manha do dia 11, o vento ainda soprava contra a rota para Colon, então, em conversando com um nativo velejador, pelos elementos de juízo que forneceu, decidimos partir para Cartagena.
Navegamos 3 dias, e duas noites. Ficamos boiando a deriva as duas noite, a ultima ha 20 milhas enxergando as luzes de Cartagena. Na madrugada uma leve brisa colocou-nos em movimento e assim perdurou ate quase chegarmos na cidade. Erramos a entrada da cidade, pois o mapa do programa CapNav não era muito claro e nos induziu a uma interpretação da possibilidade de uma passagem que não existia.  Batemos no fundo. Tivemos que fazer uma volta imensa, ate a entrada do porto que era muito longe e depois, em águas abrigadas, fazer um contravento até o clube náutico, no centro da cidade.  A ancoragem é perfeita- próxima ao centro urbano. A infra-estrutura completa. Tudo que falta em Florianópolis.
Este primeiro dia foi de contemplação e espera, somente amanha haverá uma vaga no trapiche para começarmos a solucionar os problemas.  Já fizemos os tramites na imigração e contatamos eletricista e mecânico. Fomos ao centro histórico da cidade é simplesmente maravilhosa, preservadíssima. A parte nova da cidade, ainda não fomos ate lá, mas é linda visualmente. Moderníssima.  Aqui não se destrói o que já esta pronta para modernizar e sim constrói-se ao lado noutro lugar. Informaram que a cidade histórica a noite é muito iluminada. Acho que iremos lá.
A intenção é veleja daqui, se tiver bom motor, direto ah Curaçao, são 450milha náuticas e depois a Trinidad Tobago, 480mn.  Todavia, sabemos, a correnteza e os ventos são contra. A ida até San Martin esta descartada.